Deus ama ao que dá com alegria!

II Coríntios 9

6 E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará. 7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

Quando lemos esta passagem, logo nos vem à lembrança uma lei que encontramos muitas referências nas Sagradas Escrituras: a Lei da Semeadura. Esta lei natural e espiritual, criada por Deus, estabelece que o que plantamos, será o que colheremos e que a quantidade do que colheremos esta diretamente relacionada à quantidade do que plantamos. Mas não nos restringiremos em estudar apenas estas relações, e sim, compreender que também o resultado da nossa colheita também é decorrente da forma como plantamos as nossas sementes.

A primeira relação de que colhemos aquilo que plantamos, podemos confirmar na passagem de Gálatas 6:7: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.“. Se olharmos do ponto de vista natural, plantando sementes de milho, obviamente colheremos espigas de milho e, se olharmos do ponto de vista espiritual, por exemplo, se “plantarmos” o ódio, jamais colheremos amor, mas certamente, mais ódio.

A segunda relação de que a quantidade da colheita é diretamente proporcional a quantidade da semeadura, podemos confirmar no próprio versículo 6 acima. Se plantarmos uma semente de milho, teremos apenas um pé de milho, que normalmente dá uma espiga. Se em nossa vida semeamos o amor em quantidade, em abundância colheremos amor.

Agora, a terceira relação de que a qualidade da nossa colheita esta relacionada à forma como que plantamos, é o que passaremos a estudar a seguir. Para isto, vamos entender o contexto da passagem acima.

Nesta carta de Paulo, o apóstolo estava escrevendo para a igreja de Corinto, na época capital da província de Acaia, território de origem grega, mas que naquele período, estava sob o domínio do Império Romano. Paulo estava elogiando os cristãos de Corinto pela sua prontidão e generosidade em ajudar seus irmãos mais necessitados que habitavam a região da Judeia. Podemos confirmar este fato, nos dois primeiros versículos deste capítulo: “Quanto à administração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos, porque bem sei a prontidão do vosso ânimo, da qual me glorio de vós, para com os macedônios, que a Acaia está pronta desde o ano passado, e o vosso zelo tem estimulado muitos. “.

Porém, mais a frente, Paulo exorta os Coríntios dá importância do compromisso que eles já tinham declarado anteriormente, para que estes não venham a envergonhar a igreja e a si mesmos, visto nos versículos 3 e 4: “Mas enviei estes irmãos, para que a nossa glória, acerca de vós, não seja vã nessa parte; para que como já disse possais estar prontos, a fim de, se acaso os macedônios vierem comigo e vos acharem desapercebidos, não nos envergonharmos nós para não dizermos, vós deste firme fundamento de glória. “.

Além do compromisso, Paulo reforça a questão da voluntariedade da ajuda, do desapego e sem a intenção de se receber algo em troca, como vemos no versículo 5: “Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que, primeiro, fossem ter convosco e preparassem de antemão a vossa bênção já antes anunciada, para que esteja pronta como bênção e não como avareza. “.

Com estas recomendações, Paulo conclui que toda a oferta deve ser feita segundo o seu coração, ou seja, com amor, e sem o sacrifício sobre aquilo que não se pode ofertar e que venha a trazer tristeza ou que se faça por obrigação. Estas condições Paulo já havia dito anteriormente aos Coríntios no capítulo 8, versículos 11 e 12: “Agora, porém, completai também o já começado, para que, assim como houve a prontidão de vontade, haja também o cumprimento, segundo o que tendes. Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem e não segundo o que não tem. “.

O que Paulo queria mostrar, principalmente, era que a forma como era feita a semeadura, no caso a oferta em si, determinaria a qualidade da colheita. Na lei natural, se a semente for lançada de qualquer jeito, sem a devida preparação do solo, a rega e os cuidados necessários, mesmo que seja em quantidade, a colheita será prejudicada e até mesmo, totalmente perdida, ou seja, não ocorrerá. A consequência direta da generosidade daquele que oferta com alegria é a manifestação do Amor de Deus em sua vida, que é a grande colheita que teremos.

E não para por ai, pois este Amor se traduzirá em não só apenas a providência para que continuemos capazes de plantar, mas também abundantes para toda a obra assistencial, como podemos ver nos versículos 8 e 9: “E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra, conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. “.

Finalmente, toda a boa obra traz não só benefícios àquele que a pratica, mas também o testemunho do Amor de Deus aos beneficiados por ela, redundando em Graças ao Senhor pelo seu dom inefável, ou seja, seu presente que palavra nenhuma possa descrever. Isto comprovamos nos versículos 12 ao 15: “Porque a administração desse serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também redunda em muitas graças, que se dão a Deus, visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles e para com todos, e pela sua oração por vós, tendo de vós saudades, por causa da excelente graça de Deus que em vós há. Graças a Deus, pois, pelo seu dom inefável. “ .

Fonte da imagem: http://www.abreuelimaemdestaque.com.br/2013/03/prefeitura-de-abreu-e-lima-comeca.html  (2016)

Fiquem na Paz do Senhor!

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