Deuteronômio 15
6 Porque o SENHOR, teu Deus, te abençoará, como te tem dito; assim, emprestarás a muitas nações, mas não tomarás empréstimos; e dominarás sobre muitas nações, mas elas não dominarão sobre ti.
As palavras acima se referem a uma das promessas que Deus havia feito ao seu povo, quando eles ainda estavam no deserto, antes de entrarem na Terra Prometida de Canaã. Porém, esta e outras promessas, para serem alcançadas, tinha uma condição: a obediência do povo à Palavra de Deus, como vemos em Deuteronômio 28:1: “E será que, se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu te ordeno hoje, o SENHOR, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra.”.
Quando Deus falou ao povo hebreu que eles não tomariam empréstimos, mas sim emprestariam a muitas nações, Deus não estava dizendo que era proibido tomar dinheiro emprestado, mas sim estava assegurando através da obediência à Sua Palavra, que seu povo seria próspero o suficiente a ponto de emprestar e não tomar empréstimos.
Na bíblia encontramos muitos casos que demonstram o cumprimento desta promessa, mas vamos estudar especialmente a vida de José, um dos doze filhos de Jacó, aquele que foi vendido pelos seus próprios irmãos a mercadores, e que depois foi comprado por Potifar, oficial e capitão da guarda do faraó do Egito.
O motivo principal pelo qual José foi vendido pelos seus próprios irmãos era o ciúme e inveja que eles tinham dele como podemos ver em Gênesis 37:3-4: “E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores. Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, aborreceram-no e não podiam falar com ele pacificamente. Sonhou também José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso, o aborreciam ainda mais.“.
Não havia evidências que José dava motivos para ter esta preferência de seu pai, nem tão pouco criava situações para provocar o aborrecimento de seus irmãos, porém existia uma falha grave de comportamento destes, que era a inveja, como vemos no versículo 11: “Seus irmãos, pois, o invejavam; seu pai, porém, guardava este negócio no seu coração. ”.
Agora, para demonstrar como a inveja é reprovável perante a Deus, trago as próprias palavras de Jesus em Marcos 7:20-23: “E dizia: O que sai do homem, isso é que contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem. “.
Se de um lado, os irmãos de José faziam o que era errado aos Olhos de Deus, por outro lado José, agora vivendo no Egito, fazia o que era correto, pois este tinha o Senhor com ele, como vemos em Genesis 39:2: “E o SENHOR estava com José, e foi varão próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.”. Esta obediência de José foi demonstrada nos versículos 7 e 8: “E aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e disse: Deita-te comigo. Porém ele recusou e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo e entregou em minha mão tudo o que tem. “.
A mulher de Potifar, vendo-se rejeitada pela fidelidade de José, levou-a a criar uma armação contra ele, que culminou em sua prisão. Lá na prisão, quando após ter interpretado sonhos de dois presos, confirmou que Deus estava ao seu lado e como consequência, ganhou fama por este feito. Foi também durante este período que o faraó, por exatos dois anos, após ter um sonho que ninguém interpretava, chamou José para interpretar o seu sonho. Este momento podemos ver em Genesis 41:15-16: “E Faraó disse a José: Eu sonhei um sonho, e ninguém há que o interprete; mas de ti ouvi dizer que, quando ouves um sonho, o interpretas. E respondeu José a Faraó, dizendo: Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó. “.
O sonho do faraó é muito conhecido, onde ele sonhou com 7 vacas gordas sendo devoradas por 7 vacas magras e depois com 7 espigas boas sendo devoradas por 7 espigas secas. Tanto as vacas como as espigas representavam anos. As gordas e boas representavam anos de fartura e as magras e secas, anos de fome, os quais devorariam tudo o que havia sido produzido na terra.
Mas o que quero destacar foi a orientação que Deus deu a José para superar o que iria vir sobre o Egito, descrita nos versículos 32 ao 37: “E o sonho foi duplicado duas vezes a Faraó é porque esta coisa é determinada de Deus, e Deus se apressa a fazê-la. Portanto, Faraó se proveja agora de um varão inteligente e sábio e o ponha sobre a terra do Egito. Faça isso Faraó, e ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura. E ajuntem toda a comida destes bons anos, que vêm, e amontoem trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. Assim, será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome. E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó e aos olhos de todos os seus servos.”.
Deus deu sabedoria a José para orientar o faraó a guardar 20% do que colheria nos anos de fartura, para depois alimentarem as cidades nos anos de fome. O faraó não só gostou do conselho de José, como o fez governador do Egito, como vemos no versículo 40: “Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu.”.
Chegados os sete anos de fome, ocorreu que Jacó, pai de José, manda seus filhos ao Egito para comprarem alimentos, como vemos em Genesis 42:1-2: “Vendo, então, Jacó que havia mantimento no Egito, disse Jacó a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros? Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimento no Egito; descei até lá e comprai-nos trigo, para que vivamos e não morramos. “.
José, sabendo que se tratava de seus irmãos, agiu de compaixão com eles, não só fornecendo o alimento, mas também não tomando o dinheiro deles, sem que eles soubessem, como podemos ver no versículo 25: “E ordenou José que enchessem os seus sacos de trigo, e que lhes restituíssem o seu dinheiro, a cada um no seu saco, e lhes dessem comida para o caminho; e fizeram-lhes assim.”.
Sendo assim, amado leitor, aprendemos importantes ensinamentos com o testemunho de José: a obediência dele trouxe a Presença de Deus na sua vida. Esta Presença o tornou um homem sábio e esta sabedoria trouxe a ele prosperidade. José, sob a Direção de Deus, soube aproveitar os momentos de fartura não para sair gastando tudo, mas sim para ser prudente e reservar uma parte para os momentos de escassez que iriam vir, permitindo-o que não só se mantivesse, mas também ajudasse aqueles que nada tinham.
Fonte da imagem: http://prmauricio-silva.blogspot.com.br/2014/03/esboco-de-pregacao-se-preparando-no.html (2016)
Fiquem na Paz do Senhor!

Deus é tremendo , Jeová Jire , Deus de provisão !!! Um abraço irmão Eduardo
Pr.Esdras Santos
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Abraços!
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