Cristo nos chama para servi-lO!

Romanos 11

29 Porque os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis. (KJA)

          Antes de iniciarmos o estudo deste versículo em particular, vamos entender o contexto em que ele se insere.

                Neste capítulo 11 da carta de Paulo aos cristãos romanos, ele inicia no 1º versículo, dizendo: “Digo, pois: porventura, rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum! Porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.”. O que Paulo estava ensinando, através de seu próprio testemunho, que o povo escolhido por Deus para ser Seu servo, o povo israelita, não havia sido rejeitado por Deus, mas sim eles O rejeitaram pela sua desobediência, mas foi por conta disto, que a salvação em Cristo veio para toda a humanidade, como vemos nos versículos 11 e 12: “Uma vez mais pergunto: Acaso tropeçaram para que ficassem prostrados sobre a terra? De forma alguma! Antes, pela sua transgressão veio a salvação para os gentios, para provocar ciúme em Israel. Contudo, se a transgressão deles constitui-se em riqueza para o mundo, e o seu insucesso, fortuna para os gentios, quanto mais significará a sua plenitude!”.

                Paulo ainda continua explicando que, por conta da desobediência dos israelitas, Deus agiu com misericórdia a toda a humanidade e que, através desta misericórdia, também o Seu povo escolhido, seria alcançado. Isto nós podemos confirmar nos versículos 30 a 32: “Pois, assim como vós antigamente fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia em virtude da desobediência deles, assim também estes, agora, tornaram-se desobedientes, para também alcançarem misericórdia em virtude da misericórdia a vós demonstrada. Porquanto Deus colocou todos debaixo da desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.”.

              Agora talvez você, amado leitor, possa pensar: se Deus agiu e agirá com misericórdia a todos, mesmo que um dia fomos ou ainda somos desobedientes, então não preciso me preocupar hoje, pois amanhã Deus me perdoará de toda a minha desobediência. Receio em dizê-lo que não é assim que acredito, e vou-lhe apresentar argumentos para que você mesmo tire suas conclusões.

                Nós já estudamos sobre a passagem de João 15 onde Cristo compara Seu povo a ramos de videira, e esta, é representada pelo Ele mesmo. Vamos relembrar o que temos em João 15:1-6: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.”.

                O povo de Israel sempre foi a videira original, a verdadeira, e Jesus veio desta descendência, mas muitos dos israelitas foram “cortados” desta árvore por conta de sua desobediência, e os gentios, que não eram pertencentes a esta descendência, passaram a ser “enxertados” quando aceitaram Cristo como o Seu Salvador. Isto nós podemos confirmar em Romanos 11:17-22: “E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. Está bem! Pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé; então, não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que te não poupe a ti também. Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a benignidade de Deus, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira, também tu serás cortado.”.

                Mas onde tudo isto se liga a nossa mensagem principal, que fala que os dons e os chamados de Deus são irrevogáveis, sem arrependimento? Vamos lá…

                Jesus Cristo disse que não somos nós que O escolhemos, mas sim Ele que nos escolheu, Ele que nos chamou, como podemos ver em João 15:16: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda. “ e que através dEle passamos a ter direito a Aliança de Deus estabelecida com Abraão e toda sua descendência, como vimos em Gálatas 3:16: “Ora, a Abraão e a seu descendente foram feitas as promessas; não diz: E a seus descendentes, como falando de muitos, mas como de um só: E a teu descendente, que é Cristo.“.

                 Assim, o que já vimos até o momento? Através da fé em Cristo, passamos a fazer parte da Aliança de Deus estabelecida originalmente ao povo de Israel, e assim, somos chamados, “enxertados”, na videira que é Jesus. Se nos tornamos ramos desta videira, temos que produzir frutos, pois ramos que não produzem frutos são cortados e lançados fora.

                 Agora, o que são esses dons de Deus e de onde eles vêm?

           Para que um fruto cresça, ele precisa se nutrido pela seiva, esta produzida pela própria árvore, através dos nutrientes extraídos do solo, pela raiz e pela ação da luz, no processo conhecido como fotossíntese, que trará vida para a planta.

                Na videira que é Jesus, não é diferente. Os frutos que Deus quer que produzamos são os Frutos do Espirito Santo, descritos em Gálatas 5:22: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. “.  A raiz, que nutre a árvore, retirando do solo seus nutrientes, é a parte principal, que é o próprio Jesus Cristo, como vimos em Isaías 53:1-3: “Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.”. A água, que transporta os nutrientes extraídos do solo e hidrata a árvore, e a própria Palavra de Deus, conforme encontramos em Efésios 5:25-26: “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,” (esta passagem as esposas adoram particularmente). E finalmente a luz é o Espirito Santo, que fornece seus dons espirituais, a energia necessária para que a vida aconteça nesta árvore. Esses dons espirituais são descritos em I Coríntios 12:7-11: “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.”.

                    Para finalizar, amado leitor, esses dons e chamados são irrevogáveis, ou seja, sem arrependimento, por conta da palavra que já estudamos em Números 23:19: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá? “.

                      Pergunta a cada um de nós: vai atender ao Chamado de Cristo ou ficará fugindo? Lembre-se, nossa vida é finita, um dia ela acaba, e não sabemos quando será este dia, apenas sabemos que ele virá a todos.

Fonte da imagem: http://confianosenhor.com.br/confia/2014/02/07/os-dons-e-os-chamados-de-deus/  (2016)

Fiquem na Paz do Senhor!

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