Gálatas 6
9 E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.
Paulo, neste trecho de sua carta aos Gálatas, estava estimulando os cristãos a praticarem aquilo que Jesus Cristo, de forma única, praticou em toda a sua vida, e procurou ensinar a todos os que o seguiam.
Quando Paulo fala de “fazer o bem”, estava ensinando seus irmãos na fé a principal lei estabelecida por Deus, a qual Ele próprio e o Seu Filho Jesus, mostraram ao mundo seu real significado: a Lei do Amor.
Em João 3:16 o apóstolo João escreve como o próprio Criador praticou a sua lei, dizendo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. “. Esta “tal maneira” representa o modo como Deus demonstrou Seu Amor pela Sua criação, e que homem nenhum é capaz de compreender, simplesmente usando a razão.
Mas Jesus Cristo, o Filho de Deus, compreendia e praticava perfeitamente esta lei, sempre ensinando a todos o seu verdadeiro significado. Em Lucas 10:25-28, podemos encontrar provas disto, onde está escrito: “E eis que se levantou certo doutor da lei e, para o experimentar, disse: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Perguntou-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como lês tu? Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. Tornou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isso, e viverás. “.
O primeiro e maior bem que podemos praticar é amar a Deus sobre todas as coisas, pois Ele próprio nos amou de uma maneira única e é exatamente assim que Ele espera que nós retribuamos este Seu Amor.
Depois Jesus fala do amor ao próximo, como uma prática de reciprocidade, ou seja, deseje ao seu próximo, o que você deseja a si mesmo. Ninguém, em plena sã consciência, gostaria de desejar a si mesmo algo de ruim, e ninguém poderia dar a alguém, aquilo que não tem para você mesmo.
Quando Paulo fala que não devemos nos cansar de fazer o bem, ele estava se referindo ao segundo mandamento e não ao primeiro, pelo simples fato de que o cumprimento do primeiro vem naturalmente, sem esforço algum, da pratica verdadeira do segundo. Em I João 4:20-21, temos que: “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, não pode amar a Deus, a quem não viu. E dele temos este mandamento, que quem ama a Deus ame também a seu irmão. ”.
Mas por que Paulo nos exorta de que devemos nos esforçar para fazer o bem? A resposta é: fazer o bem no mundo de hoje não é fácil e exige dedicação e prática constante. Quando realizamos uma atividade física, no começo, sentimos cansaço, fadiga, mas a prática constante condiciona o nosso corpo, permitindo realizar a atividade de forma mais natural e prazerosa.
Paulo, na sua segunda carta a Timóteo advertiu que os tempos atuais seriam penosos, como vemos em II Timóteo 3:1-5: “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses.”, e é por isso que ele nos estimula a termos persistência e determinação a fazer o bem.
Mas como Deus deseja que seja esta prática de fazer o bem? Jesus Cristo nos ensina, como uma parábola muito conhecida: a Parábola do Bom Samaritano. Em Lucas 10:29-37, continuamos com: “Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo? Jesus, prosseguindo, disse: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. Casualmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e vendo-o, passou de largo. De igual modo também um levita chegou àquele lugar, viu-o, e passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou perto dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão; e aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao hospedeiro e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que gastares a mais, eu to pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu o doutor da lei: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe, pois, Jesus: Vai, e faze tu o mesmo. “ .
Nesta mensagem, Jesus mostra o que Paulo reafirmou a Timóteo. No mundo, semelhante aos sacerdotes e levitas, que diziam serem conhecedores e praticantes da lei, aparentando piedade, ou seja, apego a Palavra de Deus, foram os que negaram as duas principais Leis de Deus, negando o socorro ao homem ferido. Porém um samaritano, povo este rejeitado pelos judeus, se encheu de extrema compaixão ao homem ferido, praticando verdadeiramente o bem, sem qualquer pretensão ou interesse.
E é assim que Deus espera que façamos, pois Jesus fala no final: “… Vai, e faze tu o mesmo.” e como consequência da prática do bem que é amor ao próximo, Paulo fala que “… a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.”, ou seja, se plantarmos o bem, no tempo de Deus, colheremos o bem, se não desistirmos da boa prática, confirmando outra lei, que é da semeadura: o agricultor planta a semente do trigo para, no seu tempo, colher trigo, e não joio.
Em Mateus 5:7, Jesus fala: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.”, ou seja, todo aquele que usar de misericórdia com o seu próximo, como o samaritano usou, alcançará a misericórdia de Deus.
Fonte da Imagem: https://crescercomcristo.wordpress.com/2013/10/17/o-bom-samaritano-pode-ser-voce/ (2016)
Fiquem na Paz do Senhor!
