Prosperidade é Dom de Deus!

Eclesiastes 3

9 Que vantagem tem o trabalhador naquilo em que trabalha? 10 Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os afligir. 11 Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração deles, sem que o homem possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim. 12 já tenho conhecido que não há coisa melhor para eles do que se alegrarem e fazerem bem na sua vida; 13 e também que todo homem coma e beba e goze do bem de todo o seu trabalho. Isso é um dom de Deus. 14 Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar e nada se lhe deve tirar. E isso faz Deus para que haja temor diante dele.

Antes de falarmos sobre os versículos acima, gostaria de falar sobre a autoria do Livro do Eclesiastes. Se buscarmos nas traduções para o português, a palavra Eclesiastes significa pregador. No inicio do livro, temos: “Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém:” (Eclesiastes 1:1). Alguns teólogos atribuem a autoria ao rei Salomão, filho de Davi. Outros atribuem a outros autores, pois acreditam que o livro foi escrito após o Exilio na Babilônia, cerca de 400 anos após a morte de Salomão. Eu não sou teólogo, muito menos estudioso, mas prefiro atribuir que as palavras deste livro foram do próprio Jesus, o maior dos pregadores da Palavra de Deus. Em Marcos (10:47) o cego Bartimeu clama por Jesus falando: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!”, o que sustenta a minha fé de que foi Jesus, descendência de Davi, o Rei dos reis, quem inspirou o autor, independente de quem escreveu.

Agora vamos falar do trecho acima. Nos versículo 9, o autor começa com uma pergunta questionando a vantagem que o homem tem sobre o seu trabalho. Já no versículo 10, fala que o trabalho foi dado por Deus ao homem para afligi-lo, ou como algumas traduções falam, para ocupá-lo.

Se voltarmos para Genesis 3:17, encontraremos: “E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.”. Isto nos remete diretamente que o trabalho esta mais para um castigo, uma aflição, do que uma simples ocupação.

Se olharmos apenas como um castigo, sem nenhuma recompensa, nos deparamos com a ideia de um Deus injusto e não misericordioso. Se olharmos apenas como uma simples ocupação, enxergamos um Pai que não dá a menor importância a felicidade dos seus filhos, que não deseja o melhor para eles.

Não temos a capacidade de compreender a justiça de Deus quando selou o destino do homem pela desobediência de Adão, mas é evidente a prova do seu amor, demonstrada pela obra redentora de Jesus Cristo. Se Deus deu o trabalho para o homem para castigá-lo, Cristo tomou sobre si este castigo, pois em Isaias 53:5 diz “… o castigo que nos traz a paz estava sobre ele,…”. E se Deus nos deu esta ocupação, temos que olhar para ela como um presente não como um fardo, pois como fala no versículo 13, é do nosso trabalho que tiramos o nosso sustento e nos da a oportunidade de fazermos o bem com o ganho que ele nos proporciona.

O trabalho é um dom de Deus e dele vem a nossa prosperidade, que não devemos simplesmente enxergar como uma recompensa material, um acúmulo de bens e riquezas, mas sim olharmos que Deus supre todas as necessidades e que tudo aquilo que excede a nossa necessidade supra a necessidade do nosso próximo. Se entendermos que o trabalho é um presente de Deus, e que a prosperidade que advém dele é um dom que Ele nos dá, isto durará para sempre, como fala no versículo 14, e porque os seus dons são irrevogáveis, conforme Romanos 11:29 “Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento”.

Fiquem na Paz do Senhor!

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